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8 anos de Office Engenharia: do primeiro projeto até aqui 1

8 anos de Office Engenharia: do primeiro projeto até aqui

8 anos de Office Engenharia: do primeiro projeto até aqui

Em 2018, a Office ainda não tinha equipe, departamentos, processos estruturados ou uma carteira de grandes incorporadoras.

Na verdade, antes de existir a empresa, existiam dois jovens engenheiros, uma vontade de empreender e uma conversa durante o horário de almoço.

Foi nesse contexto que Luan e Maicon começaram a imaginar o que, algum tempo depois, se tornaria a Office Engenharia.

Oito anos depois, muita coisa mudou. A empresa ganhou escala, novas áreas, lideranças, clientes e uma estrutura muito diferente daquela do início.

Mas entender essa trajetória exige voltar um pouco antes do primeiro projeto.

Antes da Office existir

Luan e Maicon trabalhavam juntos em outra empresa de engenharia da região. Na época, tinham 24 e 25 anos e já percebiam que seus perfis profissionais eram bastante complementares.

Maicon tinha uma atuação mais técnica e analítica. Luan carregava um perfil mais voltado à execução, relacionamento e iniciativa.

A ideia da empresa surgiu de maneira muito menos estruturada do que se poderia imaginar olhando para a Office de hoje.

Durante a volta de um almoço, Luan fez uma proposta simples a Maicon: abrir uma empresa juntos.

Não havia plano de negócios, estrutura ou uma estratégia detalhada. Havia a percepção de que os dois poderiam construir alguma coisa juntos e, principalmente, vontade de empreender.

Pouco tempo depois, Luan foi desligado da empresa onde trabalhava. O episódio acabou acelerando uma ideia que até então ainda estava no campo das possibilidades.

Foi no apartamento 12, onde morava na época, que os primeiros passos começaram.

Alguns meses depois, Maicon também deixou o emprego e os dois passaram a trabalhar juntos no novo negócio.

 

Uma empresa que precisava significar mais

Nesse período inicial também começou a ganhar forma uma ideia que continuaria acompanhando a Office nos anos seguintes.

Luan conta que, ainda no apartamento, fez uma oração sobre o futuro da empresa. A intenção era que aquele negócio pudesse representar mais do que resultado financeiro.

Naquele momento, a frase era direcionada aos próprios fundadores: “transformar meninos em homens, formar líderes e dar oportunidades para transformar vidas.”

Com o crescimento da empresa, essa visão ganhou uma dimensão maior.

As oportunidades passaram a envolver novas pessoas, diferentes histórias profissionais e trajetórias que começaram ou ganharam novos rumos dentro da Office.

Algumas delas apareceram durante o próprio bate-papo.

Vanessa chegou sem experiência anterior na área e hoje ocupa uma posição técnica importante. Thomas vinha de uma trajetória ligada à obra e encontrou na Office sua primeira oportunidade dentro de um escritório de engenharia. Luís também contou como sua chegada, em 2022, mudou a perspectiva que tinha sobre a própria carreira.

São histórias diferentes, mas que ajudam a explicar por que, para Luan, os oito anos representam também amadurecimento, oportunidades e desenvolvimento de pessoas.

Quando um escritório começa a virar empresa

O crescimento trouxe outro desafio: a estrutura que funciona para duas ou dez pessoas não necessariamente funciona para uma organização maior.

Essa mudança aparece com bastante clareza na trajetória da Office.

No início, os próprios sócios estavam próximos de praticamente tudo. Engenharia, financeiro, comercial e decisões do dia a dia aconteciam dentro de uma estrutura bastante enxuta.

Conforme o número e a complexidade dos projetos aumentaram, foi necessário construir algo diferente.

Vieram novas áreas, lideranças, responsabilidades e processos.

Para Luan, existe uma diferença importante entre manter um escritório de engenharia e estruturar uma empresa de engenharia. Crescer exige criar uma organização capaz de sustentar esse crescimento.

E isso não aconteceu somente por meio de acertos.

Ao longo da conversa, ele reconhece que parte desse processo foi construída a partir das próprias dificuldades: o crescimento trazia novas dores e essas dores exigiam mudanças na operação.

O resultado foi uma empresa que, oito anos depois, funciona de maneira bastante diferente daquela que começou no apartamento 12.

Cultura não é o que está escrito na parede

Entre todas as mudanças trazidas pelo crescimento, uma das mais difíceis foi manter a cultura da empresa.

Quando a equipe era pequena e os fundadores estavam diretamente envolvidos em praticamente todas as atividades, valores, comportamentos e expectativas circulavam naturalmente entre as pessoas.

Com mais profissionais, lideranças e áreas, isso deixa de acontecer sozinho.

A cultura precisa passar a ser construída de maneira intencional.

Na visão de Luan, os sócios e as lideranças têm um papel central nesse processo. São eles que precisam funcionar como guardiões da cultura e, principalmente, fazer com que ela apareça nas decisões do dia a dia.

Porque existe uma diferença grande entre declarar um valor e tomar decisões coerentes com ele.

Por isso, cultura, dentro da Office, é entendida como um exercício diário: na forma de conversar, liderar, cobrar, decidir e trabalhar.

E essa cultura também começa a aparecer no produto que chega ao cliente.

Quando experiência começa a virar processo

Ao longo desses oito anos, parte do conhecimento acumulado deixou de depender apenas da experiência individual e começou a ser incorporada aos processos da empresa.

Hoje, diferentes rituais fazem parte do desenvolvimento dos projetos.

Os times contam com lideranças técnicas acompanhando diariamente o trabalho dos projetistas, participando das decisões, conferindo soluções e validando dimensionamentos.

Kickoffs organizam premissas antes do desenvolvimento.

Reuniões de acompanhamento colocam diferentes disciplinas na mesma conversa.

Apresentações e conferências permitem discutir soluções antes do envio ao cliente.

E esses encontros também abriram espaço para outro movimento importante: questionar soluções que poderiam simplesmente ser repetidas.

É nessas discussões que surgem perguntas como:

Faz sentido manter essa solução para este empreendimento?

Existe uma alternativa com menor impacto de custo?

O contexto desse cliente pede uma decisão diferente?

Um dos exemplos citados durante a conversa nasceu justamente desse tipo de discussão: a análise de uma alternativa para o sistema de aquecimento de um empreendimento que apresentava potencial de reduzir em aproximadamente R$ 600 mil os custos relacionados à infraestrutura.

Em outro caso,a equipe havia identificado uma possível economia da ordem de R$ 500 mil para um empreendimento do segmento econômico.

Mais do que os valores isolados, os exemplos mostram uma mudança na forma de enxergar o projeto.

O objetivo passa a ser entender qual solução realmente faz sentido para aquele cliente, produto e contexto.

O que não mudou

Se processos, estrutura, equipe e escala mudaram bastante, existe algo que Luan identifica como parte da Office desde os primeiros projetos: a intenção de construir relações de parceria com os clientes.

E parceria, nesse caso, não como expressão comercial.

A ideia é estar presente durante o desenvolvimento, ouvir, absorver feedbacks, adaptar premissas quando necessário, provocar novas discussões e continuar disponível mesmo depois de uma entrega.

Essa visão também explica por que a Office procura olhar para cada empreendimento a partir do contexto específico do cliente, em vez de simplesmente reproduzir uma solução utilizada anteriormente.

Escala trouxe processos.

Experiência trouxe repertório.

Mas o projeto continua precisando começar pela mesma pergunta: o que faz sentido para este empreendimento?

Oito anos depois, ainda estamos no dia 1

A Office que começou em 2018 é bastante diferente da empresa de hoje.

Os próximos anos também devem trazer mudanças.

Durante a conversa, Luan fala sobre ampliar a atuação da companhia, aumentar o impacto gerado para os clientes, incorporar mais tecnologia à operação, desenvolver novas lideranças e continuar expandindo o próprio core business.

O objetivo de longo prazo é ambicioso: construir uma das melhores empresas de engenharia do Brasil.

Mas existe uma ideia que resume bem como a Office pretende olhar para o caminho até lá.

Depois de oito anos, centenas de projetos, novas sedes, pessoas, processos, clientes e muito aprendizado acumulado, a sensação não é de chegada.

Ainda estamos no dia 1. Só começando.

🎧 Para conhecer essa história completa

Os 8 anos da Office foram tema de um bate-papo entre Luan, sócio-fundador da Office Engenharia, e Luís, do time comercial, sobre o começo da empresa, os principais momentos dessa trajetória, cultura, processos e os próximos capítulos.

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